O relacionamento do criador ou treinador com a sua criação é fator importante no desempenho esportivo das aves combatentes. Apesar da psicologia achar que "personalidade"seja algo só atribuível a seres humanos, quem cria e convive com seus animais percebe, se tiver sensibilidade, que realmente existem diferenças comportamentais dentro de uma mesma espécie, inclusive entre os indivíduos.

Uma grande parte dessas diferenças deve-se, principalmente, ao manejo e ao relacionamento com os seus donos. Daí a importância de se respeitar as suas respectivas naturezas, seus limites e, principalmente, os seus direitos de serem aquilo que são por natureza.
Achar que raças reconhecidamente de combate vão mudar seu modo natural de ser em virtude de algum decreto ou devaneio humano é achar que se possa fazer uma lei para impedir a erupção de um vulcão!

O desconhecimento de certos fatores ligados ao galo combatente tem gerado preconceitos históricos e as raças só não foram extintas ainda porque os verdadeiros amantes do galismo conservam, ao lado das tradições populares, suas atividades de seleção e aprimoramento, fundando associações, clubes galísticos, mantendo viva uma espécie que, se dependesse de alguns "defensores da natureza", já estaria extinta há muito tempo. Infelizmente para o galismo, existem pessoas que promovem "brigas-de-galo"pelo simples prazer da violência em si e não pertencem a nenhuma associação de criadores e não estão comprometidos com a preservação da espécie.
Sòmente nas associações e clubes galísticos poderiam os combates entre galos acontecerem porque: 1º São realizados por pessoas interessadas em aprimorar a espécie. 2º Existem regras e regulamentos que visam a preservação dos combatentes quanto à sua integridade física. 3º Clubes galísticos (rinhas) não são "esconderijos", muito pelo contrário, em vários estados da federação já existiram leis que regulamentavam o esporte, garantindo e preservando nossos direitos de expressão, nossa cultura e tradição.Com o advento da Lei do MA-9605 em seu artigo 32, a realização de combates entre galos passou a ser considerada "crime ambiental", portanto, até disposições em contrário, o criador deve se abster do esporte, pois pode vir a ter a criação apreendida e muita dor de cabeça.
Agora uma informação importante: Não existe LEI nenhuma que proíba a criação de galos combatentes.Procure associar-se a ACERCSP: Associação de Criadores. Site: www.acercsp.org

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Aspecto interno de um clube galístico de instalações modelares, vendo-se o restaurante que ocupa todo o mezzanino.